CACOS NO CHÃO
Todo dia a gente pisa sobre os cacos da violência.
Mas sob a inocência do sapato,
não nos é permitida a consciência do ato,
da indescência que é
ver sangrar o próprio pé.
O pé que dança.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
COISAS QUE APRENDI NESSE REVEILLON EM MAUÁ
1. As pequenas doenças, ou seja, aquelas que podem até ter um certo grau de gravidade e causar muito incômodo mas que, ainda assim, são curáveis, passageiras, essas são, na verdade, pequenos lembretes da importância fundamental da saúde. Portanto, é pra saúde que se olha e não para a doença. Caminhe com o dedo machucado, veja com o olho avariado, sangre mas não desanime... não se deixe adoecer.
2. A solidão, sem ansiedade, bem acolhida, pode ser experiência maravilhosamente prazerosa e encorajadora. O medo e a ansiedade são os piores companheiros. No lugar deles coloque música, livros, fogo e comidinhas... ah! e uma paisagem bem bonita pra contemplar...
3. As cachoeiras são tomadas gigantes onde recarregamos nossas baterias diretamente da fonte. Energia que gera energia. Natureza que resgata a nossa natureza.
4. Agradecer é sempre melhor do que lamentar. Agradeça sempre pois sempre haverá motivos pra gratidão (se não, fudeu!)
5. A vida é melhor pr`aqueles que acreditam que ela é maravilhosa. Mas não basta achar, tem que dizer e convencer o outro. É um tipo de marketing natural do otimismo. Funciona também, obviamente, quando o objeto é o si-mesmo. São pessoas que sabem viver.
6. Crianças, assim como as cachoeiras, são fonte de energia mas de um tipo determinado:crianças são fonte de amor. Onde estão, há amor e cuidados em volta. Por isso nos choca tanto vê-las envolvidas em situações de desamor.
7. A beleza mais bela é a desinteressada, a desarrumada, a desavisada, a selvagem.
8. A música é muito melhor ouvida, sentida, entendida quando o entorno é silêncio. No máximo barulho de chuva, rio ou sapos numa lagoa. É que esses barulhos silenciam a algazarra interior.
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